
Em seus sermões, de fato, Antônio não se cansa de
atacar o egoísmo dos ricos, a exploração dos operários, a opressão e espoliação
dos pobres por parte dos poderosos, as violências contra as vidas deles. Menção
especial merece o combate que Antônio trava do púlpito contra os usurários,
espoliadores inescrupulosos dos pobres, agentes de sua própria riqueza e
causadores da miséria e desgraça de muitos infelizes.
A melhor defesa dos pobres, portanto, foi a crítica
que Antônio fez a uma sociedade que privilegiava com grandes riquezas a alguns
e privava inúmeras famílias do mínimo necessário para sua sobrevivência. Sua
crítica era diretamente dirigida aos ricos, aos avarentos, aos usurários e até
ao clero.
Como Francisco, Antônio também vê na pessoa do pobre o
sacramental do próprio Cristo. E é
exatamente esta compreensão do pobre que restitui sua dignidade, o que vale
mais que as esmolas, que por sua vez, dadas a partir desta concepção reverterão
também em benefício para o doador.
Em 15 de março de 1231, o governo de Pádua promulgou
uma lei nos seguintes termos: "A pedido do venerável irmão Antônio,
confessor da Ordem dos Frades Menores, para o futuro, nenhum devedor ou fiador
poderá ser privado pessoalmente de sua liberdade, quando ele se tornar
insolvente. Somente suas posses poderão ser apreendidas neste caso, não porém
sua pessoa ou liberdade".
Com esta lei promulgada por sua intercessão, Antõnio
conseguia pelo menos salvar a dignidade das vítimas de usura.
FREI CELSO MÁRIO TEIXEIRA, OFM
"É
VIVA A PALAVRA QUANDO SÃO AS OBRAS QUE FALAM"
SANTO ANTÔNIO
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