Há um momento da vida em que começamos a perguntar: o que eu vou ser?

É assim que começa um projeto de vida: se queremos vir a ser uma coisa
que ainda não somos, estamos dispostos a enfrentar uma transformação. E toda a
transformação vai pedir tempo e dedicação.
As pessoas costumam fazer projetos para quase tudo que pretendem
realizar, seja construir uma casa ou tirar férias. Quando a pergunta não é: o
que fazer? Mas: o que quero ser? Neste caso se fala em vocação, a gente
acredita que Deus ou nosso interior estão nos chamando para realizar uma
missão.
Santa Clara expressou seu projeto de vida dizendo que o Caminho era
Jesus Cristo. Francisco também dizia que o seu caminho era seguir os
passos de Jesus Crucificado e Pobre.
No final do seu Testamento
Clara disse:
E como é estreito o caminho e apertada a porta por onde se vai e se
entra na vida, são poucos os que por aí passam e entram. E se há alguns que
nele andam por um tempo, são pouquíssimos os que nele perseveram. Mas felizes
são aqueles a quem for dado andar por ele e perseverar até o fim.
Tomemos cuidado portanto, para que, se entrarmos no caminho do Senhor,
de maneira alguma nos afastemos dele em algum tempo por nossa culpa e
ignorância, para não ofendermos a tão grande Senhor, a sua Virgem Mãe, o nosso
bem-aventurado pai Francisco, à Igreja triunfante e mesmo à militante.
Santa Clara também tem uma proposta muito interessante para o
acompanhamento do projeto de vida: que a pessoa contemple todos os dias a si
mesma no espelho de vida que é Jesus Cristo.
Olhando no espelho de Clara com os olhos do espírito, vemos
exteriormente a imagem de Cristo que nós somos e vemos interiormente a
semelhança de Cristo que nós somos. Nosso projeto é realizar plenamente essa
imagem e essa semelhança. Quando formos semelhantes a ele, veremos a Deus
face a face.
Frei José Carlos Correa Pedroso, OFM
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