terça-feira, 10 de junho de 2014

Cortesia

                               


“Mansidão, gentileza, paciência, afabilidade mais que humana, liberalidade que ultrapassa seus recursos eram sinais de sua natureza privilegiada que enunciavam já uma efusão mais abundante ainda da graça divina nele”.(Legenda Maior1,1)

“E onde quer que os irmãos estiverem e se encontrarem, tratem uns aos outros como membros de uma só família. Se uma mãe ama e nutre seu filho carnal, quanto maior diligência não deve cada um amor e nutrir seu irmão espiritual”
(São Francisco, Rb 6,7)

Falemos da CORTESIA
Quem viveu a realidade e a fantasia das legendas cavalheirescas, conhece o reino da cortesia. É muito difícil dar uma definição exata, pois é todo um vasto mundo de significados…
Mas o que é CORTESIA?
* Não é etiqueta
* Não são normas
de civilidade
* Não é um manual
de boas
maneiras
CORTESIA
• É a maneira como o outro (a) deve ser amado
(a) de um modo verdadeiro.
• É um relacionamento de respeito, retidão e
sinceridade.
• É acolher o outro e a outra na sua grandeza.
• É colocar a pessoa num acolhimento de
bondade, num clima de bondade para que se torne uma pessoa boa.
• É deixar transparecer uma serenidade
existencial.
• É um tratamento seguro e amável que eleva a
pessoa.
• É o cuidado com as palavras. Uma palavra dita
de um modo sereno e humano motiva e recupera o humano.
• A cortesia é uma virtude tipicamente
franciscana!
Para compreender como as atitudes do jovem Francisco de Assis causavam um grande impacto é necessário não esquecer o seu tempo cheio de ódios, lutas e cobiça.
Mesmo ali mandava a lei do mais poderoso e competitivo. Alguma diferença com os dias de hoje?
Neste contexto Francisco apresenta uma proposta nova relacionamento mais prático. Em muitos casos a cortesia dos nobres permanecia apenas nas canções; a de Francisco era prática, imediata, desinteressada.
Francisco tinha sonhado repetir as empresas de Carlos Magno, do Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda. Depois da sua conversão não renega aqueles que foram seus ideais de juventude, e com a sensibilidade poética que foi um de seus dons, soube colher os aspectos mais nobres da cavalaria, para fixar-lhes uma nova ordem, em que o perdão substitui a vingança,
o amor substitui o ódio, o espírito de dedicação, o orgulho, a sede de paz e de justiça, os saques e acúmulos, a humildade, a pressão do comando.
“Sua boca falava da abundância do coração, e a fonte de amor iluminado que enchia todo o seu interior extravasava”(2 Cel, 84)
PAZ E BEM!
 
CORTESIA é hoje uma expressão de espírito necessária diante do momento conturbado que vivemos, criando tranquilidade para se tomar qualquer decisão que a vida propuser. Ela reluz através de gestos de fraternidade, mansidão, gentileza, paciência, afabilidade e serenidade.
 
 
REFLITA
• Ser cortês é um modo de comportar-se diante do ser humano; às vezes é a forma de enfrentar o lado sombrio do ser humano, sabendo tratar o outro nas suas diferenças.
• Você desconcerta-se diante do pobre, marginal, feio, sujo, aleijado?
• Você é feliz por ser pessoa humana, jovem, capaz de vibrar sempre, com o mesmo ânimo, nos momentos de dor e alegria ?
• Você é sensível a tudo e a todos, isto é, você está de olho nas situações grandes e pequenas da vida?
• Você é feliz? Alegre? Manifeste sua alegria para esta sociedade tantas vezes fechada, tensa, medrosa e consumista.
Impresso publicado pela Pró-Reitoria Comunitária da USF
Criação: Frei Vitório Mazzuco.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Santo Antônio entre milagres e lendas

          Neste mês comemoramos um santo muito querido pela espiritualidade franciscana, SANTO ANTÔNIO! Também como nosso pai seráfico São Francisco, é conhecido como "Pai dos Pobres", por estar sempre ao lado dos necessitados,  seja através da assistência material de acordo com as parcas possibilidades da Ordem, seja com suas pregações veementes aos poderosos exortando-os a mudar de comportamento. Porém, era também um grande intelectual e tinha uma memória invejável, daí ser conhecido  como "Doutor da Santa Igreja" e por saber a Sagrada Escritura de cor (assim diz a tradição) chamam-no de "Arca do Testamento". Aqui em Teresópolis temos a paróquia deste santo, com uma bela trezena e participação dos Frades Capuchinhos (Ordem I) e da Ordem Franciscana Secular. (Eliane, OFS)

Entre milagres e lendas

A vida de Santo Antônio está envolta numa constelação de milagres e fatos prodigiosos: são curas, profecias, bilocações, exorcismos e até ressurreições. Muitos teriam acontecido durante sua vida e outros, numa cadeia incontável, depois da morte. Esta tradição já está consagrada no antiquíssimo responsório “Si quaeris miracula”:
Se milagres desejais
Contra os males e o demónio,
Recorrei a Santo António
E não falhareis jamais.
Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro e a morte,
Quem é fraco fica forte,
Mesmo o enfermo fíca são.
Rompem-se as mais vis prisões,
Recupera-se o perdido,
Cede o mar embravecido
No maior dos furacões.
Penas mil e humanos ais
Se moderam, se retiram:
Isto digam os que viram,
Os paduanos e outros mais.
Grande número desses milagres foram imortalizados por artistas, famosos ou populares, entre os quais, a pregação aos peixes em Rimini; o coração do avarento encontrado no cofre; a mula em adoração diante do Santíssimo; o recém-nascido que fala em favor da mãe inocente; o pé decepado que o santo une à perna, etc.
E difícil dizer com certeza por onde passa a linha divisória entre a verdade histórica e a fantasia religiosa; tanto mais que boa parte desses milagres só vêm relatados em legendas tardias, certamente eivadas de elementos lendários. Mas nem tudo é tardio.
Poucos meses depois da morte de Antônio, um documento, assinado pelo Bispo diocesano e os professores da Universidade de Pádua, é apresentado ao papa Gregório IX pedindo sua canonização.
No extenso relatório são elencados os inacreditáveis milagres que vinham ocorrendo desde a morte de Antônio, ocorrida meses antes: são inúmeras curas, entre elas, cinco paralíticos, sete cegos, três surdos, três mudos, dois epilépticos, etc. “São poucos entre os muitos, e os mais seguros entre os conhecidos”, destaca a legenda Assídua, acrescentando que, no dia dos funerais do Santo, muitos enfermos deixados fora da Igreja, na praça, foram curados aos olhos de todos.
A fama de tantos milagres constitui um dos incentivos mais fortes ao culto de Santo Antônio. Um antigo sermonista tentou interpretar esses prodígios no prisma da simbolização. Cada milagre teria um conteúdo simbólico.
Assim, no caso da criança afogada que o santo recupera, se afirma o poder de sua intercessão para devolver a vida do espírito a quem a perdeu; no caso da barca naufragada que ele socorre, se afirma o poder que tem para fazer emergir do pecado os que nele naufragaram. E assim por diante.
Aliás, a própria lenda tem seu jeito de dizer a verdade, simbolicamente, um pouco à maneira do provérbio que diz: “Onde tem fumaça tem fogo”. Mas não se deve exagerar o sentido milagreiro da devoção antoniana.
O povo que vai ao Santo não vai, sem mais, em busca de milagres. Sobretudo não vai para pedir milagres impossíveis ou coisas absurdas. O que pede são geralmente as coisas normais da vida: o alimento, a saúde, a casa e o casamento, um emprego bom com salário digno, a paz e harmonia na família, a ajuda para encontrar coisas perdidas ou superar situações difíceis; enfim, o milagre de uma vida normal, do jeito que Deus pensou e quer, mas que hoje está cada vez mais difícil. É este o maior milagre do santo e também o mais desejado de todos.
Devoções, tradições e crençasAs primeiras manifestações de culto deram-se logo após a morte do santo, desdobrando-se depois, passo a passo, numa constelação de práticas, devoções e crenças, algumas das quais, mais conhecidas, são elencadas a seguir.
Santo casamenteiro
Assim é invocado pelas moças que desejam casar e assim é lembrado pelo nosso folclore. Não se sabe qual a origem da devoção. Talvez se ligue a algum milagre feito pelo santo em favor das mulheres, por exemplo, quando fez um recém-nascido falar para defender a mãe acusada injustamente de infidelidade pelo pai.
Mas há outro episódio com explicação mais direta. Certa senhora, no desespero da miséria a que fora reduzida, decidiu valer-se da filha, prostituindo-a, para sair do atoleiro. Mas a jovem, bonita e decidida, não aceitou de forma alguma. Como a mãe não parasse de insistir, ela resolveu recorrer à ajuda de Santo Antônio. Rezava ela com grande confiança e muitas lágrimas diante da sua imagem quando das mãos do Santo caiu um bilhete que foi parar nas mãos da moça. Estava endereçado a um comerciante da cidade e dizia: “Senhor N…, queira obsequiar esta jovem que lhe entrega este bilhete com tantas moedas de prata quanto o peso do mesmo papel. Deus o guarde! Assinado: Antônio”.
A jovem não duvidou e correu com o bilhete na mão à loja do comerciante. Este achou graça. Mas vendo a atitude modesta e digna da moça colocou o bilhete num dos pratos da balança e no outro deixou cair uma moedinha de prata. Mas qual! O bilhete pesava mais! Intrigado e sem entender o que se passava, o comerciante foi colocando mais uma moeda e outras mais, só conseguindo equilibrar os pratos da balança quando as moedas chegaram a somar 400 escudos. O episódio tornou-se logo conhecido e a moça começou a ser procurada por bons rapazes propondo-lhe casamento, o que não tardou a acontecer, e o casamento foi muito feliz. Daí por diante, as moças começaram a recorrer a Santo António sempre que se tratava de casamento.
Santo das coisas perdidas
Esta tradição é antiquíssima, encontrando-se menção dela no famoso responsório “Si quaeris miracula”, extraído do ofício rimado de Juliano de Espira. Popularmente o “Siquaeris” é mencionado como uma oração taumaturga para encontrar objetos perdidos. A crença pode estar ligada a episódios como este, da vida de Santo António. Quando ensinava teologia aos frades em Montpeilier, na França, um noviço fugiu da Ordem levando consigo o Saltério de Frei António, com preciosas anotações pessoais que utilizava nas suas lições. Rezou o santo pedindo a Deus para dar jeito de reaver o livro e foi atendido deste modo: Enquanto o fugitivo ia passando por uma ponte, foi subitamente tomado pelo pavor, parecendo-lhe ver o demônio na sua frente que o intimava: “Ou você devolve o Saltério ao Frei António ou vou jogá-lo da ponte para o rio!” Assustado e arrependido, o jovem voltou ao convento com o saltério e confessou ao Santo sua culpa.
O “pão dos pobres”
É ao mesmo tempo uma piedosa devoção e uma instituição assistencial benemérita. Consiste em doações para prover de pão os pobres, honrando assim o “protetor dos pobres” que é Santo António. Uma tradição liga esta obra ao episódio de uma mãe cujo filho se afogou dentro de um tanque mas recuperou a vida graças a Santo António. Ela prometera que, se o filho recuperasse a vida, daria uma porção de trigo igual ao peso do menino. Por isso, no começo, esta obra foi conhecida como a obra do pondus pueri (peso do menino). Outra tradição relaciona a obra do pão dos pobres com uma senhora de Tbulon, chamada Luísa Bouffier. A porta do seu armazém tinha enguiçado de tal modo que não havia outro remédio senão arrombar a porta. Fez então uma promessa ao Santo: se conseguisse abrir a porta sem arrombá-la, doaria aos pobres uma quantia de pães. E deu certo. Daí por diante, as petições ao Santo foram se multiplicando em diferentes necessidades.Tbda vez que alguém era atendido, oferecia certa quantia de dinheiro para o pão dos pobres. A pequena mercearia de Luísa Bouffier tornou-se uma espécie de oratório ou centro sócial. A benéfica obra do “pão dos pobres” teve extraordinário desenvolvimento, com diferentes modalidades, e hoje é conhecida em toda parte.
Trezena
E uma “novena” de 13 dias lembrando a data da morte de Santo António. Também se lembra o dia 13 de cada mês, porque “Dia 13 não é dia de azar, é dia de Santo António”. Outros lembram Santo António nas quartas-feiras, dia em que foi sepultado.
Breve de S. Antônio
Consiste numa medalha ou imagem do Santo que se leva consigo, com esta sentença escrita no verso: “Ecce Crucem Domini, fugite partes adversão! Vicit Leo de Tribu Juda, radix David. Alleluia, alleluia!” (Eís a Cruz do Senhor, afastai-vos forças adversas! Venceu o Leão da tribo de Judá, da raiz de Davi. Aleluia, aleluia). Esta sentença teria sido revelada pelo Santo a uma senhora que estava possessa, a fim de ser por ela libertada. É uma devoção que remonta ao século XIII.
Extraído dos Cadernos Franciscanos, “Santo Antônio e a devoção Popular”, de Frei Adelino Pilonetto, ofmcap.
 
 
PROGRAMAÇÃO DA TREZENA EM NOSSA PARÓQUIA
 
31/05 - abertura da trezena - Nossa Senhora, mãe de todas as mães - Mons. Paulo Daher
 
Junho

 
01 - Santa Teresa, grande doutora e reformadora - Pe. Michel
02 - Santo Tomás de Aquino, Doutor Angélico - Pe. Anderson
03 - Santa Rita de Cássia, socorro dos aflitos - Pe. Carlos Henrique
04 - São Thomas More, modelo de fidelidade à igreja - Pe. Luiz Carlos
05 - São Maximiliano Kolbe, defensor da família - Pe. Tiago José
06 - Beata Teresa de Calcutá, exemplo de caridade - Pe. Celestino
07 - São Felipe Néri, sorriso de Deus - Pe. Fabiano
08 - São João Paulo II, o amigo dos jovens - Pe. Francisco Montemezzo
09 - São João XXIII, o Papa Bom - Pe. Adenilson
10 - Santa Maria Goretti, exemplo de pureza - Pe. Agnaldo
11 - São José de Anchieta, missionário do Brasil - Pe. Alan
12 - Santo Antônio, pregador da Palavra e padroeiro dos namorados - Pe. Thiago de Freitas
 
13 - Missas:  08h30min - Pe. Jorge e Pe. Diego
                      11h - Dom Gregório Paixão
                      17h - Pe. Jorge e Pe. Diego (logo após procissão) 
 
obs. haverá distribuição dos pãezinhos bentos em todas as Missas e festa com barraquinhas durante todo o dia.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Vídeo vocacional do Noviciado Capuchinho de Teresópolis

Vamos ver e divulgar o vídeo vocacional de nossos irmãos da 1ª Ordem!

Amizades de São Francisco

         Encontrar uma verdadeira amizade é, segundo as Escrituras, encontrar um tesouro. Na sua vida, São Francisco experimentou o significado de tão belo ensinamento. De fato, ele pôde contar sempre com a amizade de Clara, de Frei Leão e de vários outros companheiros. Falaremos agora sobre a amizade de Francisco com duas mulheres de Roma: Jacoba e Praxedes.
 
                                                      Jacoba de Settesogli
No Tratado dos Milagres, o Frei Tomás de Celano nos oferece algumas informações sobre esta amiga do seráfico pai: “Jacoba de Settesogli, ilustre, seja por sua nobreza, seja por sua santidade, na cidade de Roma, merecera o privilégio de uma afeição toda particular da parte do santo” (3Celano 37,1).

Estando gravemente enfermo, e sabendo que iria morrer em breve, o pai Francisco mandou escrever uma carta à Senhora Jacoba “comunicando-lhe que se apressasse, caso desejasse ver aquele a quem tanto amara, o exilado, que estava para retornar à sua pátria” (3Celano 37,3). Antes do mensageiro sair com a carta, chega uma comitiva com a Senhora Jacoba para visitar o santo. Ele se alegrou de tal forma que disse aos frades: “Bendito seja Deus, que nos enviou o nosso irmão, Senhora Jacoba! Abri as portas e introduzi-a, pois o decreto que proíbe a entrada de mulheres não vale para Frei Jacoba” (3Celano 37,8-9).
Um detalhe importante é descrito por Celano: “Tudo quanto a carta pedia que fosse trazido para as exéquias do pai esta santa mulher o trouxera. Um pano cinza para cobrir o corpo moribundo muitas velas, um sudário para cobrir o rosto, um travesseiro para a cabeça, e mesmo algumas iguarias de que o santo gostava. Tudo o que o espírito desse homem desejara Deus havia trazido” (3Celano 38,3). O biógrafo diz que a presença desta nobre senhora “deu mais força ao santo, e havia a esperança de que ele viveria ainda um pouco mais” (3Celano 38,6).

Poucos dias depois morre o santo pai. A senhora Jacoba permaneceu até os últimos momentos ao lado do amigo querido. Frei Elias, o Vigário de São Francisco, entregou o corpo do santo para que a distinta senhora pudesse contemplar melhor aquele que se tornara imagem de Cristo aqui na terra. Disse-lhe o Frei Elias: “Eis aqui, toma nos braços, depois de morto, aquele a quem amaste quando vivo” (3Celano 39,1b). E Tomás de Celano afirma que ela, afastando o sudário, viu as cinco chagas de Cristo esculpidas na carne do bem-aventurado pai, e que esta contemplação trouxe-lhe grande consolação.
São Boaventura nos conta que São Francisco, em certa ocasião, passando por Roma, deixou um cordeirinho aos cuidados da Senhora Jacoba, e que “o cordeiro, como se tivesse sido instruído pelo santo nas coisas espirituais, ligou-se à senhora como companheiro inseparável quando ela ia à igreja, quando lá permanecia e quando retornava” (LM 8,7).
Quando visitamos o sepulcro de São Francisco, podemos ver na mesma cripta o lugarzinho onde estão os restos mortais desta santa mulher tão dedicada ao Pobrezinho
                                                                        Praxedes
O Frei Tomás de Celano também nos informa que São Francisco foi amigo de uma eremita romana, chamada Praxedes. Era uma mulher que vivia na reclusão de uma pequena cela, dedicando-se dia e noite à oração, ao silêncio e à penitência.
No Tratado dos Milagres, Celano fala brevemente sobre esta mulher e de sua relação com o seráfico pai:
“Praxedes era muito famosa, tanto entre as religiosas de Roma quanto em todo o território romano, porque desde a mais tenra idade, por fidelidade para com seu Esposo eterno, se recolhera numa cela estreita, já passados quase quarenta anos. Mereceu o privilégio de uma santa familiaridade para com São Francisco. O que este não fizera a nenhuma outra mulher, fez com ela, aceitando-a à obediência e concedendo-lhe, por piedoso devotamento, o hábito religioso, isto é, a túnica e o cordão”. (3Celano 181, 1-2).
Certo dia, sofrendo uma terrível queda, Praxedes teve vários ossos quebrados, ficando praticamente paralisada sobre o chão. Como a eremita não queria renunciar de nenhuma maneira o seu voto de perpétua clausura, mesmo sendo aconselhada por um cardeal, não aceitou a presença de outras pessoas que pudessem socorrê-la.
Então ela voltou-se para São Francisco e implorou o seu auxílio: “Ó santíssimo Pai meu, que em toda parte socorres com bondade às necessidades de tantos, que nem sequer conhecias quando vivo, por que não vens em auxílio desta infeliz, que, mesmo que indignamente, teve o privilégio da tua amizade, enquanto vivias? Realmente, faz-se necessário, como vês, ó Pai, ou mudar o meu voto, ou, então, sofrer o juízo da morte”. (3Celano 181, 8-9). Depois deste lamento, ela caiu num sono profundo e viu São Francisco que vinha até ela, dizendo: “Levanta-te, filha bendita, não temas! Recebe o dom da completa saúde e conserva inviolável o teu voto”. (3Celano 181, 11b-12). Assim, quando ela acordou, percebeu que estava totalmente curada, e pôde levantar-se e andar como antes.
Esta amizade, mesmo que descrita de forma muito breve por Tomás de Celano, parece ter sido intensa. Esta conclusão é confirmada pelas fortes expressões utilizadas pelo autor: “Mereceu o privilégio de uma santa familiaridade para com São Francisco”; e “Por que não vens em auxílio desta infeliz, que, mesmo que indignamente, teve o privilégio da tua amizade, enquanto vivias?”.
Através destes relatos podemos enxergar um santo que não teve medo dos mais nobres sentimentos humanos. Já estando liberto dos apegos egoístas, pôde cultivar nobres amizades que alegraram seu espírito até mesmo nos seus últimos instantes.

 Frei Salvio Romero, eremita capuchinho.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Jubileu do 8º centenário do nascimento de São Luís de França (Luís IX)

Neste ano a Ordem Franciscana Secular de todo o mundo comemora São Luís de França, seu padroeiro, junto com Santa Isabel da Hungria. Há certa polêmica em torno deste santo: uns dizem que ele era inteligente e calculista, preocupado com manobras políticas para aumentar seu reino na terra; outros, um rei realmente devotado ao Reino de Deus. Entretanto, ele é festejado pelos franciscanos por seus exemplos de caridade para com os pobres, pelas demonstrações de fé e por ter combatido as heresias em seu tempo. Foi franciscano secular e é  várias vezes citado devido ao testamento espiritual que deixou ao seu filho, um exemplo de como viver cristã e franciscanamente. 

SÃO LUÍS IX - REI DA FRANÇA
São Luís nasceu no castelo de Poissy, a 30 quilómetros de Paris, a 25 de Abril de 1214 ou 1215, dia de procissões solenes do dia de São Marcos. A sua infância terá sido influenciada pela figura do seu pai que, unindo o zelo pela religião à bravura marcial que lhe valeu o cognome de o Leão, subjugou os cátaros do sul da França.
Particularmente zelosos da sua educação, os pais de Luís IX deram-lhe bons preceptores: Mateus II de Montmorency, Guilherme des Barres, conde de Rochefort, e Clemente de Metz, marechal da França, inspiraram-lhe os sentimentos de um rei cristianíssimo e filho da Igreja.
Com a morte do seu pai em 8 de Novembro de 1226, Luís IX subiu ao trono aos 12 anos de idade. Foi sagrado na catedral de Reims por Jacques de Bazoches, bispo de Soissons, em 30 de Novembro do mesmo ano.
Por testamento de Luís VIII, a mãe do jovem monarca assumiu a regência de França com o título de «baillistre», guardião da tutela do rei. De personalidade forte, Branca de Castela encarnava a glória de ser filha, sobrinha, esposa, irmã e tia de reis.
Durante a menoridade de Luís IX, a rainha mãe enfrentou as ambições da Inglaterra e as pressões da nobreza do reino, que desejavam valer-se da pouca idade do soberano para retomar os direitos perdidos para os monarcas do último século.
Delicado, louro e de olhos azuis, Luís atingiu a maioridade a 25 de Abril de 1234 mas continuou a manter a mãe numa posição de confiança e poder. Esta organizou o seu casamento, realizado no dia 27 de Maio de 1234, na catedral de Sens, pouco depois de o rei completar 20 anos. A esposa escolhida foi Margarida da Provença, a filha mais velha de Beatriz de Saboia e do conde Raimundo Berengário IV da Provença e de Forcalquier, e irmã de Leonor, esposa de Henrique III da Inglaterra.
Este reinado foi um período de paz e prosperidade para a França, mas também de excepcionais zelo religioso e intolerância, com a intenção de conduzir o povo francês à salvação da alma. São Luís não negligenciava o cuidado dos pobres, proibiu o jogo e a prostituição e punia a blasfémia. As punições estipuladas eram tão rigorosas que o papa Clemente IV julgou ser necessário atenuá-las.
Outro dos traços em que a religiosidade deste monarca se manifestou foi na aquisição da coroa de espinhos e de um fragmento da cruz da crucificação de Jesus Cristo, em 1239-1241, a Balduíno II, imperador de Constantinopla, por 135.000 libras. Para estas relíquias mandou edificar a capela gótica de Sainte-Chapelle no coração de Paris, que curiosamente só custou 60.000 libras para construir. Sob este reinado foram também construídas as catedrais de Amiens, Rouen, Beauvais, Auxerre e Saint-Germain-en-Laye.
O monarca francês era zeloso da sua missão de «lugar-tenente de Deus na Terra», da qual fora investido na sua coroação em Reims. De forma a cumprir este dever organizaria duas cruzadas e, apesar de ambas terem fracassado, contribuiram para o seu prestígio. Os seus contemporâneos não teriam compreendido se um rei tão poderoso e piedoso não fosse libertar a Terra Santa.
Em 1244 Luís IX caiu gravemente enfermo de disenteria, a ponto de alguns terem como certa sua morte. Foram organizadas vigílias, procissões e outros actos religiosos pela sua convalescença, e o próprio monarca fez então um voto: caso sobrevivesse, partiria em cruzada para libertar o Santo Sepulcro.
Quando recuperou a saúde, em 1248, apesar das oposições da Corte, cumpriu o que havia prometido. Preparou um grande exército e, por várias vezes, comandou as cruzadas para a Terra Santa. Mas em nenhuma delas teve êxito. Primeiro, foi preso pelos muçulmanos, que o mantiveram no cativeiro durante seis anos. Depois, numa outra investida, quando se aproximava de Tunis, foi acometido pela peste e ali morreu, no dia 25 de agosto de 1270.
Os cruzados voltaram para a França trazendo o corpo do rei Luís IX, que já tinha fama e odor de santidade. O seu corpo repousa na Abadia de Saint-Denis.
O culto deste santo foi juridicamente examinado e aprovado pelo papa Bonifácio VIII, que o canonizou em 1297 com o nome de São Luís da França. São Luís é considerado o modelo do monarca cristão.
Franciscano Secular, de vida e coração, soube ensinar às gerações vindouras a arte de bem governar ao serviço do Povo. São do seu testamento espiritual - indelével legado ao seu filho - as seguintes ilustradas palavras:
«Guarda, meu filho, um coração compassivo para com os pobres, infelizes e aflitos e, quanto puderes, auxilia-os e consola-os.
Por todos os benefícios que te foram dados por Deus, rende-lhe graças para te tornares digno de receber maiores.
Em relação a teus súditos, sê justo até o extremo da justiça, sem te desviares; e põe-te sempre de preferência  da parte do pobre mais do que do rico, até estares bem certo da verdade.
Procura com empenho que todos os teus súditos sejam protegidos pela justiça e pela paz».
Muito do que atualmente se sabe sobre a vida de São Luís foi o que ficou registrado por Jean de Joinville, o seu principal biógrafo com a obra «A Vida de São Luís». Jean de Joinville era amigo, confidente e conselheiro do rei, e também foi uma das principais testemunhas no processo de canonização em 1297 pelo papa Bonifácio VIII. Duas outras biografias importantes foram escritas pelo confessor do rei, Godofredo de Beaulieu, e pelo seu capelão, Guilherme de Chartres, Grão-Mestre da Ordem dos Templários. A quarta notável fonte de informação é a biografia de Guilherme de Saint-Pathus, escrita usando o inquérito papal sobre a vida do rei para a sua canonização.
(Fonte: OFS de Portugal)

sábado, 6 de abril de 2013

Papa nomeia responsável máximo dos franciscanos para cargo no Vaticano


O Papa Francisco nomeou hoje o responsável máximo da Ordem dos Frades Menores (Franciscanos), frei José Rodriguez Carballo, como novo secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. 

O 119.° sucessor de São Francisco de Assis (c. 1181-1226), santo que inspirou a escolha do nome do Papa, foi também elevado à "dignidade de arcebispo", refere a Santa Sé, em comunicado. 

O ministro geral dos Franciscanos esteve presente na missa de inauguração solene do atual pontificado, no Vaticano, juntamente com o responsável máximo dos jesuítas, congregação religiosa do Papa Francisco. 

terça-feira, 5 de março de 2013

Novos irmãos na Fraternidade


No dia 19 de janeiro, em um momento de muita alegria, quando recebemos a fraternidade Nossa Senhora das Graças de São Gonçalo/RJ, com a participação de nossos irmãos noviços e freis Capuchinhos da I Ordem, tivemos a alegria de admitir dois novos irmãos na nossa Fraternidade, Maria das Graças de Jesus e Sérgio Henrique Fernandes Bragança. Após um dia com a Celebração Eucarística de manhã, um maravilhoso almoço, a comemoração do aniversário do frei noviço Djalmir e a troca de experiências entre as três Fraternidades (as duas da OFS e a dos Noviços), nossos novos irmãos realizaram o Rito de Admissão à Ordem Franciscana Secular (OFS). Foi um momento de esperanças renovadas e de muita alegria. Ficamos contentes porque além disso há mais quatro aspirantes que já frequentam as aulas de iniciação e todas as atividades da Fraternidade. Que Deus por meio de São Francisco e Santa Clara abençoe nossos novos irmãos! 

Capítulo Eletivo

Paz e bem!
Fraternidade São Leopoldo Mandic
Irmãos e amigos, no próximo dia 16 teremos o novo Capítulo Eletivo da fraternidade local que escolherá o novo Conselho local através de voto secreto entre os membros professos da fraternidade. Este é um tempo de despojamento, pois deixaremos nosso cargo atual e estaremos prontos à ação da vontade de Deus em nós, que através do Espírito Santo, disponibilizará novas pessoas para os cargos, ou alguns dos atuais conselheiros para cargos novos. Pedimos a oração de todos da Família Franciscana para que  sejam escolhidas as pessoas certas para o lugar certo. Que Deus, por intermédio de São Francisco e Santa Clara nos abençoe e nos guarde.  

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Frades do mundo todo se reúnem em Assis para nomear novo sucessor de São Francisco de Assis


O site Zenit.org informou nesta segunda-feira (21 de janeiro de 2013), que foi aberto o 200° Capítulo Geral dos Frades Menores Conventuais, neste último sábado, na Basílica de São Francisco de Assis, para eleger o sucessor de São Francisco.
Neste período, entre 19 de janeiro a 17 de fevereiro, estão reunidos aproximadamente, 99 religiosos de 5 continentes, e serão escolhidos os membros do conselho geral, além do sucessor de São Francisco de Assis, fundador da Obra. Esta eleição acontece de 6 em 6 anos.
Quanto à importância deste evento,o  Sagrado Convento de Assis divulgou em nota:
“É o evento mais importante da família franciscana, que permitirá que os frades reunidos ao redor do túmulo do seu fundador reencontrem energia e força para projetar o seu caminho futuro”.

domingo, 13 de janeiro de 2013

LUTO

Ontem, dia 12 de janeiro, dois anos após a maior tragédia natural do país e da Região Serrana do estado do RJ, houve manifestações em vários locais atingidos. Aqui em Teresópolis, ocorreu um ato público de solidariedade na praça Santa Teresa, no centro, com a manifestação de várias pessoas que, sendo vítimas diretas ou indiretas, expressaram sua indignação, fizeram cobranças pela justiça e ação dos governantes da cidade - construção de casas para as famílias vitimadas, reconstrução de pontes e vias, apoio psicológico às vítimas, atenção às famílias e indenizações.
Participaram muitas pessoas, embora menos que o esperado, que era de mil participantes. Muitos tiveram chance de subir ao palanque para falar tudo o que estava sufocado pelo choro causado por tanta desgraça. A praça estava cheia de faixas, fitas e bandeiras brancas, a ampliação de um modelo da planta das casas que já deveriam ter sido construídas e quiosques com atividades alternativas.
Foi passada uma lista de apoio para as pessoas assinarem seus nomes, CPF e telefone. Ao final foi lida uma carta-manifesto e a lista dos nomes das vítimas que morreram há dois anos. Para concluir, foi dado o abraço em torno da praça Santa Teresa por todos os participantes, em uma clara manifestação pela Paz. Foi feito um minuto de silêncio, que como disse Frei Marcelo Toyansk, assistente espiritual de nossa fraternidade e um dos articuladores do movimento, junto à AVIT - Associação das Vítimas das Chuvas - é um momento de tristeza, mas também simboliza a espera pelas mudanças que acreditamos, virão a partir do trabalho dos represantes do povo.
Nós da OFS estivemos presentes e os  Freis Noviços Capuchinhos, todos nesta corrente pela paz e esperança em nossa cidade.
 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Boa Nova dos franciscanos para 2013: “Eu vivo a paz e o bem”


RealAudioMP3 Cidade do Vaticano (RV) – “Eu vivo a paz e o bem”: esta é a iniciativa que os frades franciscanos da província do Rio Grande do Sul estão preparando para este ano de 2013.

De casa em casa, nas escolas, nas comunidades, com os jovens.... a pergunta é: que faria S. Francisco de Assis ao se deparar com a violência, com o descaso, com o egoísmo que muitas vezes predomina não só na sociedade, mas também na relação interpessoal

Quem nos fala sobre esta iniciativa é o Fr. Malone Rodrigues, estudante, um dos responsáveis pela divulgação da campanha nas redes sociais. Ouça a reportagem clicando acima.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Família Franciscana do Brasil tem nova diretoria

O ex-ministro provincial da Província dos Frades Menores Capuchinhos de Minas Gerais, Frei Éderson Queiroz, é o novo presidente da Família Franciscana do Brasil. Frei Éderson era integrante do Conselho da FFB no último triênio e foi eleito durante a XVI Assembleia Geral Ordinária da FFB, realizada nos dias 12 e 13 de agosto, em Canindé, no Ceará.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Festa de Santa Clara - 11 de agosto

11 DE AGOSTO DE 2012 - SANTA CLARA E A CONTEMPLAÇÃO 
Santa Clara entusiasmou-se pelo ideal de São Francisco de Assis. Para cumprir sua vocação fugiu de casa e foi seguida, poucos dias depois por sua irmã, Santa Inês de Assis. Fez grande esforço para alcançar plenamente a vida de pobreza. Junto com São Francisco fundou a Segunda Ordem Franciscana: as Irmãs Clarissas. Praticamente metade de sua vida passou acamada, mas, vivendo no espírito de contemplação, colocando-se toda em Jesus Cristo. Morreu no ano de 1253, aos 60 anos de idade.


Tríduo de Santa Clara - 3º dia - 10 de agosto

SANTA CLARA E SEUS MILAGRES
Santa Clara fez muitos milagres em vida e continua a fazer após sua morte. Como exemplo: havia no mosteiro um único pão, que ela mandou dividir em duas partes: uma para os freis e a outra metade ela mandou cortar em cinquenta fatias para as irmãs e o pão milagrosamente se multiplicou. Entre ouros milagres,  Clara com o sinal-da-cruz, curava muitas doenças.

Tríduo de Santa Clara - 2º dia - 9 de agosto

SA NTA CLARA E O PRIVILÉGIO DA POBREZA
Muitas pessoas iam todos os dias ao Papa Inocêncio III pedir privilégios para serem mais ricas e poderosas. Clara, ao contrário, pediu-lhe o Privilégio da Pobreza, ou seja, de que ninguém obrigasse suas irmãs a terem propriedade alguma. Tal como Francisco, o fundamental era não ter nada de próprio, pois Jesus disse que quem quisesse seguí-Lo tinha que vender tudo, distribuir seus bens aos pobres e ir atrás Dele.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Tríduo de Santa Clara - 1º dia - 8 de agosto

       SANTA CLARA, PADROEIRA DA TELEVISÃO
Na hora do Natal, em que o mundo se alegra com os anjos, diante do menino Jesus, todas as irmãs foram à capela, para as orações deixando Santa Clara sozinha, doente em sua cama. Ela disse: “Senhor Deus, deixaram-me sozinha para Ti”. De repente, ressoou em seus ouvidos o cântico dos frades e ela, transportada espiritualmente, viu o presépio do Senhor. Por ter visto e ouvido a celebração da Santa Missa, sem estar presente, foi proclamada padroeira da televisão.
Oremos a Santa Clara pedindo sabedoria às redes de televisão para que transmitam programas edificantes. Infelizmente sabemos que o mau gosto sempre vai estar presente nos meios de comunicação social. Então, invoquemos Santa Clara para nos dar sabedoria a fim de escolhermos a melhor  programação para nós e nossas famílias e termos discernimento e espírito crítico ao vermos tudo o que nos é transmitido pela televisão.

Tríduo de Santa Clara

Esta semana estamos realizando o tríduo de Santa Clara. Começou 4ª feira e vai até sábado, quando será comemorado o dia de nossa querida mãe espiritual. 
Confira nossa programação!
Santa Clara, rogai por nós!



TRÍDUO  SANTA CLARA

MISSA E ORAÇÃO A SANTA CLARA

LOCAL: CAPELA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

HORÁRIO: 19 HORAS



1º DIA: 08 DE AGOSTO (4ª FEIRA)

TEMA: SANTA CLARA, PADROEIRA DA TELEVISÃO



2º DIA: 09 DE AGOSTO (5ª FEIRA)

TEMA: SANTA CLARA E O PRIVILÉGIO DA POBREZA



3º DIA: 10 DE AGOSTO (6ª FEIRA)

TEMA: SANTA CLARA E SEUS MILAGRES



FESTA: 11 DE AGOSTO (SÁBADO)

 DIA DE SANTA CLARA

TEMA: SANTA CLARA E A CONTEMPLAÇÃO

DISTRIBUIÇÃO DOS PÃES BENTOS DE SANTA CLARA

terça-feira, 24 de julho de 2012

Reze a Novena de Santa Clara

Através desta novena meditaremos sobre vocação. Especialmente a vocação de Santa Clara e suas primeiras filhas espirituais e também sobre a vocação de cada um de nós. O chamado à vida, o chamado a ser cristão e o chamado a trilhar um caminho que o próprio Senhor nos conduz. Enfim, o chamado para ocupar um lugar no paraíso. Vocação é também uma resposta de amor que inclui liberdade, discernimento, doação, fidelidade.

Os sonhos dela não ficaram presos no tempo, mas é atual. É o sonho de cada cristão que deseja um mundo mais fraterno, pacífico e igualitário. É o sonho de cada jovem que é capaz de romper barreiras e doar a vida por um ideal. Por isso, Santa Clara é de Assis e de hoje. 

|Novena de Santa Clara|

domingo, 22 de julho de 2012

Santa Clara de Assis


Santa Clara nasceu em 1193 ou em 1194, na cidade de Assis, filha primogênita antes de outras duas irmãs. Sua família, por parte de pai, era uma família de cavaleiros; por parte de mãe, Clara tinha também o sangue da nobreza.Seu pai se chamava Favarone de Offreduccio, e sua mãe, Hortolana. Além da nobreza de origem, a família era rica, possuidora de não poucos bens.

Como convinha a uma jovem da nobreza, Clara foi educada para ser uma mulher da sociedade, mas sua mãe, mulher de profunda piedade cristã, não se descuidou de transmitir-lhe também os ensinamentos da religião. Assim, desde criança, Clara acompanhava os gestos caridosos de sua mãe para com os pobres de Assis. E ela mesma, desde tenra idade, já se privava de iguarias para, às escondidas, dá-las aos pobres.

Na idade de 17 para 18 anos, momento em que seus pais já estavam preocupados em arranjar-lhe um bom casamento, Clara, sob pretexto de pensar melhor sobre sua vida, postergava sempre a idéia de contrair matrimônio, recusando com delicadeza os pretendentes que os pais lhe apresentavam.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Bento XVI fala de São Francisco e São Boaventura


Bento XVI, após Visita Pastoral à cidade de Frascati, retornou a Castel Gandolfo de onde conduziu ao meio dia a tradicional oração mariana do Angelus.

Apresentamos as palavras dirigidas aos fiéis e peregrinos reunidos no pátio interno da residência pontifícia de Castel Gandolfo:

Queridos irmãos e irmãs!

No calendário litúrgico o dia 15 de julho faz memória a São Boaventura de Bagnoregio, franciscano, doutor da Igreja, sucessor de São Francisco de Assis na condução da Ordem dos Frades Menores.

Ele escreveu a primeira biografia oficial do Poverello, e no final da vida foi Bispo desta Diocese de Albano. Numa carta, Boaventura escreve: “Confesso diante de Deus que a razão que mais me fez amar a vida do beato Francisco é que ela se assemelha ao início e ao crescimento da Igreja” (Epistula de tribus quaestionibus, na Obra de São Boaventura, Introdução Geral, Roma 1990, p.29).