
Pessoas sem projetos, sem sonhos, sem utopias, nada construirão absolutamente. Os sonhos são decisivos para a mudança de uma realidade pessoal ou social.
Cultivar uma
utopia é sempre caminhar para frente. CLARA DE ASSIS foi na sua história, fonte
generosa de uma grande utopia esta só motiva quando desce ao coração tornando-se
força motriz de transformações.
Nosso presente
carece de utopias... quem será capaz de captar as angústias e esperanças de
tantos homens e mulheres e dar-lhes uma resposta?
Essa jovem
mulher distante de nós no tempo se agiganta à nossa frente como capacidade
criadora, capaz de transmitir espírito e a contagiar simpatia e sã alegria. Sua
vida foi e continua sendo uma resposta de liberdade, profundidade e vida.
Nesse mundo tão
cheio de desigualdades e desequilíbrios, com seus ídolos, com sua escalada de
violência, tão longe da paz e de Deus, o rosto de Clara é uma luz a iluminar os
direitos fundamentais da pessoa, avançando sempre mais na criação e ampliação
de novos espaços.
Nela a UTOPIA
superou a desintegração e realizou a integridade.
Nela não se
deixou morrer a seiva da liberdade, criatividade, ousadia e profetismo. Nela se deixa a "estrada oficial" para caminhar na contramão da história.
Nela desinstala-se e põe-se a caminho para servir à vida.
Nela rompe o silêncio da vida fácil para viver a experiência da solidariedade.
Nela encontra a "perfeita alegria" no dom de oferecer a própria vida.
Nela põe-se a caminho rumo a novos horizontes.
Nela mantém viva a esperança que dá sentido á vida.
Nela a utopia evangélica teve lugar.
Nela tornou real a fraternidade franciscana estar verdadeiramente a serviço da autoridade.
Nela a liberdade pessoal contrastou com o sistema social vigente.
Nela sempre esteve a caminho rumo à meta de seu ideal.
Nela encontrou espaço para colocar tudo em comum, sobretudo a própria vocação, o projeto evangélico e a própria liberdade.
Nela tornou concreta e verdadeira a renúncia a qualquer tipo de posse.
Nela foi possível a "santa simplicidade" se tornar um modo de existir.
Nela a nupcialidade foi vivida nas dimensões materna e "sorelal". (sorela = irmã em italiano)
Nela a experiência contemplativa tornou-se relação vital e concreta.
Nela o Cristo Jesus é "o mais belo entre os filhos dos homens".
Nela "irmã morte" tornou-se um encontro e uma nova possibilidade.
(Ir. Maria Vilani Rocha de Oliveira, FHIC)
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